Estudantes do CIL 2 participam do 8.º Fórum Mundial da Água

Publicado em: maio 2, 2017

Um dos maiores desafios de quem estuda línguas é conseguir, no dia a dia, colocar em prática os idiomas aprendidos. Cerca de 24 estudantes do Centro Interescolar de Línguas (CIL) 2 de Brasília tiveram a oportunidade de, voluntariamente, participar das atividades preparatórias para o 8º Fórum Mundial da Água, realizadas, de 25 a 27 de abril no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Os idiomas trabalhados pelos estudantes foram inglês, espanhol e francês.

Utilizando uniformes com os dizeres “May I help you?” (“Posso ajudá-lo(a)?”), os alunos do CIL 2 trabalharam fazendo a recepção do público estrangeiro na língua nativa deles, indicando em quais salas estaria acontecendo a programação oficial, fazendo orientações gerais sobre a cidade e o evento, além de traduções de termos específicos que fazem parte do universo do tema. A iniciativa partiu de convite feito à Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) pela Agência Nacional das Águas (Ana) e pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), sendo esta a segunda vez que o voluntariado participa da programação dessas atividades preparatórias para o Fórum.

Para o coordenador pedagógico central dos Centros Interescolares de Línguas (CIL) e Língua Estrangeira da Gerência de Educação Ambiental, Patrimonial, Língua Estrangeira, Arte e Educação da SEEDF, Ivo Marçal Vieira Júnior, a experiência de voluntariado para esses alunos é muito rica e dinâmica. “Os estudantes do CIL 2 foram preparados com oficinas ministradas por profissionais da Ana e Adasa, dentre outros palestrantes que ajudaram a aproximar os alunos à temática e ao próprio Fórum. Dessa forma, eles receberam qualificação em português e depois tiveram trabalho com foco nas línguas-alvo, para se acostumarem com alguns termos”, explicou. Marçal explica ainda que a direção do CIL 2 fez o convite aos alunos e escolheram os participantes dentre aqueles que manifestaram interesse. “Todos os que participaram desta atividade preparatória possuem perfil de liderança. São alunos que já possuem projetos de vida, a maior parte já trabalha com voluntariado. São estudantes comunicativos e que aprendem tudo muito rápido”. E completa: “Uma oportunidade de voluntariado qualificado, como é o caso, permite que os estudantes tenham contato com a língua real e que tenham também experiências não só em termos linguísticos, mas também em termos culturais e de relacionamentos interpessoais. Isso é um denominador comum aos alunos que fazem o CIL, porque eles querem se comunicar, eles querem falar”, pontua.

Para a coordenadora de Gestão Ambiental e Sustentabilidade da Ana e Membro do Comitê Executivo do Fórum Mundial da Água, Magaly Vasconcellos, um evento do porte do 8º Fórum Mundial da Água e de suas atividades preparatórias somente agregam valores aos alunos da rede pública envolvidos no projeto. “Os alunos do CIL que participaram do evento conosco foram preparados com seminários sobre educação ambiental. Além disso, também tiveram oficinas sobre a questão da sustentabilidade. É a primeira vez que o Brasil recebe o Fórum e também a primeira vez na história do Fórum que existe esse trabalho voluntariado especializado. É uma inovação: trazer alunos da rede pública para recepcionar o público em inglês, francês e espanhol se traduz em inclusão social”, declara. “O Brasil está fazendo bonito e nos tornaremos referência”, acrescenta.

Ampliar conhecimento

A jovem Dayane Martins, 18 anos, estudante de francês e inglês do CIL 2 e uma 50 selecionadas pelo programa Jovem Embaixador 2017, foi uma das voluntárias desta etapa das atividades preparatórias para o Fórum. “Eu achei incrível participar desse evento, porque é uma excelente oportunidade para praticar nosso conhecimento em línguas – tanto em português quanto em francês, inglês e espanhol – com pessoas que tenham essas línguas como línguas maternas, o que é totalmente diferente de falar com algum brasileiro que também saiba falar algum desses idiomas. Nós estamos conseguindo aumentar nosso conhecimento sobre os temas tratados no evento, conhecendo pessoas novas”, relatou. “Por meio da experiência que tive no Jovem Embaixador, pude melhorar minha pronúncia, aprender alguns meios formais para falar com as pessoas, como recebê-las de uma forma mais polida, como trabalhar em grupo, como me colocar no lugar do outro, e felizmente estou conseguindo aproveitar todo esse conhecimento aqui”, finalizou.

Bárbara da Cunha Paz, 20 anos, estudante do CIL 2, também ressaltou a importância da participação nas atividades do Fórum. “Essa é minha primeira experiência com trabalho voluntário e, como eu sou muito tímida, isso está me ajudando a ser mais comunicativa, porque tenho de falar com as pessoas em outro idioma e este é outro fator novo pra mim, pois eu só tinha contato com a língua na teoria. Nunca havia praticado com pessoas nativas, além do contato em sala de aula”, enfatiza a aluna.

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Fonte: Ascom/SEEDF

Foto: Kirk Douglas